Efeitos de expectativa do sujeito
1) Efeito Hawthorne em pesquisas: consiste numa mudança positiva do comportamento de um grupo de trabalhadores em relação aos objetivos de uma empresa devido ao fato de eles se sentirem valorizados pela gerência ou pela direção da mesma.
Entre 1927 e 1932, Elton Mayo, sociólogo e psicólogo, conduziu o famoso experimento de Hawthorne que foi elaborado para avaliar a relação entre iluminação e produtividade dos trabalhadores. Entretanto, aumentava-se a luz e a produção aumentava. Diminuía-se a quantidade de luz e... a produção aumentava também! Os resultados do experimento de Hawthorne foram prejudicados por variáveis de natureza psicológica; pelo comportamento social dos trabalhadores; e pelo contexto econômico, pois os Estados Unidos enfrentava a Grande Recessão de 1929 e havia alta taxa de desemprego. Mayo foi muito criticado por falta de rigor cientifico. Entretanto, naquela época os métodos de investigação cientifica ainda eram muito rudimentares. Deste experimento, surgiu o termo efeito de Hawthorne.
Entre 1927 e 1932, Elton Mayo, sociólogo e psicólogo, conduziu o famoso experimento de Hawthorne que foi elaborado para avaliar a relação entre iluminação e produtividade dos trabalhadores. Entretanto, aumentava-se a luz e a produção aumentava. Diminuía-se a quantidade de luz e... a produção aumentava também! Os resultados do experimento de Hawthorne foram prejudicados por variáveis de natureza psicológica; pelo comportamento social dos trabalhadores; e pelo contexto econômico, pois os Estados Unidos enfrentava a Grande Recessão de 1929 e havia alta taxa de desemprego. Mayo foi muito criticado por falta de rigor cientifico. Entretanto, naquela época os métodos de investigação cientifica ainda eram muito rudimentares. Deste experimento, surgiu o termo efeito de Hawthorne.
2) O efeito placebo é muito conhecido na medicina, e refere-se a melhora no quadro clinico que não é devida ao medicamentos, pois o paciente recebeu um remédio inócuo (por exemplo uma pílula feita de farinha), mas ele relatará que seus sintomas melhoraram. A expectativa que o paciente
tem de melhorar (porque ele tomou o que ele acha que é um remédio)
causa a melhora! A melhora pode ser vista também como um efeito de Hawthorne devido à relação médico-paciente, já que o paciente tende a sentir-se valorizado por estar participando de uma pesquisa.
Em 1926, pela primeira vez foi utilizada a randomização de pacientes, por Amberson e cols., para testar o valor de um composto de ouro no tratamento da tuberculose. Esse estudo foi também o primeiro relatado sob a condição cega (blinded), isto é, os pacientes desconheciam qual o tratamento recebido. Os controles receberam uma injeção de água destilada; entretanto o termo placebo foi usado pela primeira vez no estudo de Diehl, em 1938, sobre vacinação contra resfriado.
O primeiro ensaio clínico, nos moldes que hoje conhecemos, com maior rigor na randomização, foi publicado em 1948, quando o estatístico Austin Bradford Hill alocou aleatoriamente pacientes com tuberculose pulmonar em dois grupos: os que receberiam estreptomicina e os que não receberiam o medicamento. O desenho do ensaio previa dois grupos semelhantes de doentes com tuberculose pulmonar, um dos quais submetido apenas a repouso e o outro a repouso e estreptomicina. A distribuição pelos dois grupos foi feita recorrendo a tabelas de números aleatórios, ou seja, à “randomização”. Os resultados finais permitiram concluir, sem margem para dúvidas, que a estreptomicina era eficaz no tratamento da tuberculose pulmonar.
Efeito de expectativa do experimentador (Pigmaleão): “você se torna aquilo que pensa ser”.
Em 1926, pela primeira vez foi utilizada a randomização de pacientes, por Amberson e cols., para testar o valor de um composto de ouro no tratamento da tuberculose. Esse estudo foi também o primeiro relatado sob a condição cega (blinded), isto é, os pacientes desconheciam qual o tratamento recebido. Os controles receberam uma injeção de água destilada; entretanto o termo placebo foi usado pela primeira vez no estudo de Diehl, em 1938, sobre vacinação contra resfriado.
O primeiro ensaio clínico, nos moldes que hoje conhecemos, com maior rigor na randomização, foi publicado em 1948, quando o estatístico Austin Bradford Hill alocou aleatoriamente pacientes com tuberculose pulmonar em dois grupos: os que receberiam estreptomicina e os que não receberiam o medicamento. O desenho do ensaio previa dois grupos semelhantes de doentes com tuberculose pulmonar, um dos quais submetido apenas a repouso e o outro a repouso e estreptomicina. A distribuição pelos dois grupos foi feita recorrendo a tabelas de números aleatórios, ou seja, à “randomização”. Os resultados finais permitiram concluir, sem margem para dúvidas, que a estreptomicina era eficaz no tratamento da tuberculose pulmonar.
Efeito de expectativa do experimentador (Pigmaleão): “você se torna aquilo que pensa ser”.
O efeito de expectativa do experimentador acontece, por exemplo, quando o pesquisador interage intensamente com o sujeito, e as suas crenças causam um efeito no sujeito (ou pelo menos nos testes realizados pelo sujeito). Esse fenômeno psicológico recebeu o nome de um personagem mitológico grego, Pigmaleão, um soberano cretense, o qual, de acordo com a estória, se apaixonou por uma estátua de mármore que havia entalhado e que mais tarde ganhou vida, recebendo o nome de Galathea. Ela se tornou sua esposa e tiveram um filho, Paphos, que fundou uma cidade com seu nome.
O mito de Pigmaleão mostra o poder da expectativa sobre o comportamento das pessoas.
A expressão profecia autorrealizável foi cunhada pelo sociólogo Robert K. Merton, que elaborou o conceito (self-fulfilling prophecy) no seu livro Social Theory and Social Structure, publicado em 1949. Merton estudou a corrida aos bancos, verificando que, quando se difunde o boato de que um banco está em dificuldades, os correntistas apressam-se em retirar os valores ali depositados e liquidar outros negócios, de modo que o banco acaba mesmo falindo.
A expressão profecia autorrealizável foi cunhada pelo sociólogo Robert K. Merton, que elaborou o conceito (self-fulfilling prophecy) no seu livro Social Theory and Social Structure, publicado em 1949. Merton estudou a corrida aos bancos, verificando que, quando se difunde o boato de que um banco está em dificuldades, os correntistas apressam-se em retirar os valores ali depositados e liquidar outros negócios, de modo que o banco acaba mesmo falindo.
Robert Rosenthal e Lenore Jacobson, psicólogos americanos, fizeram um estudo em 1968, com o propósito de confirmar a hipótese de que a realidade podia ser influenciada pela expectativa dos outros. Esta influência poderia ser positiva bem como negativa, dependendo do rótulo que um indivíduo recebe. Como eles investigaram isto? Eles dividiram uma classe em duas metades, as duas com alunos de mesma capacidade intelectual, mas disseram ao professor que uma metade tinha uma capacidade acima do normal e a outra era composta de alunos normais. Isto alterou a expectativa e o “olhar” do professor, que agiu de forma a facilitar e encorajar o sucesso dos “melhores” alunos. Alguns meses depois, quando todos os alunos foram testados por avaliadores independentes, os alunos supostamente com “maior QI” efetivamente tiraram notas melhores.A teoria propõe que o experimentador passa sinais inconscientes que acabam influenciando os sujeitos.
Esse efeito é também chamado de profecia autorrealizável, porque quem faz a profecia é, na verdade, quem a faz acontecer e afeta as relações em todos os campos da vida, conforme documentam os estudos posteriores de Rosenthal.
Na gestão empresarial, a profecia autorrealizável foi apresentada em estudo de Douglas McGregor, mostrando que a expectativa dos líderes e gerentes afeta o desempenho dos colaboradores. Quando o gerente espera e acredita no bom desempenho de seus colaboradores, tende a confirmar suas expectativas. Se esperar um desempenho negativo, com certeza este também será confirmado. O trabalho de McGregor deu origem a Teoria X e Y.
Na gestão empresarial, a profecia autorrealizável foi apresentada em estudo de Douglas McGregor, mostrando que a expectativa dos líderes e gerentes afeta o desempenho dos colaboradores. Quando o gerente espera e acredita no bom desempenho de seus colaboradores, tende a confirmar suas expectativas. Se esperar um desempenho negativo, com certeza este também será confirmado. O trabalho de McGregor deu origem a Teoria X e Y.
Esse efeito age em todas as esferas, não se limita à sala de aula. Vai desde o mundo educacional ao militar e corporativo, ou seja, as expectativas criadas, seja na mente do professor, do treinador, do gerente ou de qualquer um que tenha expectativas sobre alguém, pode fazer uma enorme diferença no desempenho dessa pessoa. Até mesmo nas nossas relações interpessoais.
Na educação de nossos filhos também podemos pensar sobre o efeito pigmaleão. As crianças aprendem a ver a si mesmas de acordo com o que são ensinadas. Se a criança acredita que os pais não confiam em suas habilidades as chances que ela tem de ser bem-sucedida podem diminuir. Palavras de incentivo fazem milagres e podem aumentar a autoestima das crianças.
Bibliografia sugerida:
Elton Mayo, "The Social Problems of an Industrial Civilization". Boston: Division of Research, Harvard Business School, 1945.
Bibliografia sugerida:
Elton Mayo, "The Social Problems of an Industrial Civilization". Boston: Division of Research, Harvard Business School, 1945.
Hill AB. "Memories of the British streptomycin trial in tuberculosis". Controlled Clinical Trials 1990;11: 77-9
Jeff Sonnenfeld, "Shedding Light on the Hawthorne Studies," Journal of Occupational Behavior 6 (1985)., 111
Henry A. Landsberger, "Hawthorne Revisited: Management and the Worker, Its Critics, and Developments in Human Relations in Industry". Cornell Studies in Industrial and Labor Relations vol. IX (Ithaca Cornell University 1958)., 46
MERTON. Sociologia: teoria e estrutura. São Paulo: Mestre Jou, 1970.
McGregor, D. (1957a), “An uneasy look at performance appraisal”, Harvard Business Review, Vol. 35 No. 2, pp. 84-94.
McGregor, D. (1957b), “The human side of enterprise”, Adventure in Thought and Action, Proceedings of the Fifth Anniversary Convocation of the School of Industrial Management Massachusetts Institute of Technology, April 9, MIT, Cambridge, MA School of Industrial Management, and reprinted in the Management Review, Vol. 46 No. 11, pp. 22-8 .
McGregor, D. (1960/1985), "The Human Side of Enterprise", McGraw-Hill, New York, NY
ROSENTHAL, R.; JACOBSON, L. Pygmalion in the classroom. New York: Holt, Rinehart & Winston, 1968.
Ralph Rosnow and Robert Rosenthal, "People Studying People". Artifacts and Ethics in Behavioral Research (New York: W.H. Freeman and Company, 1997).


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