A segunda década do século XX foi tumultuada. A Primeira Guerra Mundial (1914-1917) envolveu a
Europa e os Estados Unidos em operações militares conjuntas. Em seguida, os meios de transporte tiveram enorme expansão, com a indústria automobilística, as ferrovias e o início da aviação militar, civil e comercial. As comunicações também passaram por enorme expansão do jornalismo e do rádio em ondas médias e curtas. Foi neste contexto que surgiu a Escola Clássica da Administração.
A escola clássica de administração é o resultado da união de esforços de diversos autores que procuram sistematizar suas experiências em empresas. Há duas subdivisões nessa escola em função de suas contribuições específicas. São elas a escola da administração científica e a escola de gerência administrativa:
a) a escola de administração científica tem como principal expoente Frederick Taylor, seguido depois por Ford, Gantt, Berth, Gilberth e Person;
b) a escola de gerência administrativa tem como principal expoente Henri Fayol, acompanhado de outros como Gulick, Urwick Mooney e Schuyler Wallace.
Enquanto Taylor e outros engenheiros desenvolviam a Administração Científica nos Estados Unidos, em 1916, surgiu na França, espraiando-se rapidamente pela Europa, a Teoria Clássica da administração. Se a Administração Científica se caracterizava pela ênfase na tarefa realizada pelo operário, a Escola da Gerência Administrativa se caracterizava pela ênfase na estrutura que a organização deveria possuir para ser eficiente. Na realidade, o objetivo de ambas as teorias era o mesmo: a busca da eficiência das organizações. Segundo a Administração Científica, essa eficiência era alcançada por meio da racionalização do trabalho do operário e do somatório das eficiências individuais.
O engenheiro francês Fayol, um dos fundadores da Teoria Clássica da Administração, partiu de uma abordagem sintética, global e universal da empresa, inaugurando uma abordagem anatômica e estrutural que rapidamente suplantou a abordagem analítica e concreta de Taylor.
A escola clássica rompeu com a tradição nos métodos de planejar, organizar e controlar o trabalho, passando a promover a padronização de materiais, métodos e fluxos de trabalho. Considerou o homem um ser racional à procura de fins econômicos (homo economicus), voltado aos ganhos monetários e ao lucro, com racionalidade expressa pela objetividade, clareza de propósitos, competência para fazer as análises de custos e benefícios e escolher os passos lógicos a serem seguidos. Para motivar o homo economicus, bastaria o estímulo financeiro bem formulado.
Grandes nomes da Escola Clássica
Motta e Vasconcellos (2006,p. 24) e Maximiano (1995) destacam os principais nomes da Escola Clássica, a saber: Taylor, Fayol, Lilian e Frank Gilbreth, Henry Gantt, .............
O casal Frank e Lilian Gilbreth desenvolveu técnicas para a minimização de tempos e movimentos. Frank Gilbreth criou os therbligs, operações padronizadas (tais como pegar, levantar, posicionar e transportar), com a finalidade de racionalizar as tarefas de produção.
Henry Gantt criou o gráfico que leva seu nome, popularizado como cronograma. Gantt era também um dos defensores do treinamento profissionalizante.
Hugo Munsterberg, considerado o criador da psicologia industrial, criou e empregou os primeiros testes de seleção de pessoal.
Henry Ford, em 1910, estabeleceu a primeira planta dedicada exclusivamente à montagem final, em Kansas City. É quase certo que esta foi a primeira vez que uma empresa estabeleceu plantas especializadas em áreas geográficas distintas como unidades de um processo produtivo comum. No começo de 1914, a Ford adotou a linha de montagem móvel e mecanizada para a montagem do chassis, que passou a consumir 1 hora e 33 minutos de trabalho, em contraste com as 12 horas e 28 minutos necessárias no ano anterior, quando a montagem ainda era artesanal.
A OBRA DE FAYOL
Ao lado de Taylor e Ford, Henri Fayol é um dos contribuintes mais importantes do desenvolvimento do conhecimento administrativo moderno. Henri Fayol (1841-1925) era engenheiro de minas e entrou para uma empresa metalúrgica e carbonífera, na qual fez sua carreira Fayol expôs sua Teoria de Administração no livro Administration Industrielle et Générale, publicado em 1916. Seu trabalho, antes da tradução para o inglês, foi divulgado por Urwick e Gulick, dois autores clássicos. Fayol foi o pioneiro no reconhecimento de que a administração deveria ser vista como uma função separada das demais funções da empresa.
Funções básicas da empresa
Fayol salienta que toda empresa apresenta seis funções:
1. Técnicas: relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa.
2. Comerciais: relacionadas com compra, venda e permutação.
3. Financeiras: relacionadas com procura e gerência de capitais.
4. De segurança: relacionadas com proteção e preservação dos bens e das pessoas.
5. Contábeis: relacionadas com inventários, registros, balanços, custos e estatísticas.
6. Administrativas: relacionadas com a integração de cúpula das outras cinco funções. As funções
administrativas coordenam e sincronizam as demais funções da empresa, pairando sempre acima
delas.
Papel dos gerentes para Fayol
Para' assegurar o desempenho satisfatório do papel dos gerentes, Fayol indicou seus 16 deveres:
1. Assegurar a cuidadosa preparação dos planos e sua rigorosa execução.
2. Cuidar para que a organização humana e material seja coerente com o objetivo, os recursos e os requisitos da empresa.
3. Estabelecer uma autoridade construtiva, competente, enérgica e única.
4. Harmonizar atividades e coordenar esforços.
5. Formular as decisões de forma simples, nítida e precisa.
6. Organizar a seleção eficiente do pessoal.
7. Definir claramente as obrigações.
8. Encorajar a iniciativa e o senso de responsabilidade.
9. Recompensar justa e adequadamente os serviços prestados.
10. Usar sanções contra faltas e erros.
11. Manter a disciplina.
12. Subordinar os interesses individuais ao interesse geral.
13. Manter a unidade de comando.
14. Supervisionar a ordem material e humana.
15. Ter tudo sob controle.
16. Combater o excesso de regulamentos, burocracia e papelada.
Papel dos gerentes para Fayol
Para' assegurar o desempenho satisfatório do papel dos gerentes, Fayol indicou seus 16 deveres:
1. Assegurar a cuidadosa preparação dos planos e sua rigorosa execução.
2. Cuidar para que a organização humana e material seja coerente com o objetivo, os recursos e os requisitos da empresa.
3. Estabelecer uma autoridade construtiva, competente, enérgica e única.
4. Harmonizar atividades e coordenar esforços.
5. Formular as decisões de forma simples, nítida e precisa.
6. Organizar a seleção eficiente do pessoal.
7. Definir claramente as obrigações.
8. Encorajar a iniciativa e o senso de responsabilidade.
9. Recompensar justa e adequadamente os serviços prestados.
10. Usar sanções contra faltas e erros.
11. Manter a disciplina.
12. Subordinar os interesses individuais ao interesse geral.
13. Manter a unidade de comando.
14. Supervisionar a ordem material e humana.
15. Ter tudo sob controle.
16. Combater o excesso de regulamentos, burocracia e papelada.

Nenhum comentário:
Postar um comentário