Devida a inúmeras circunstâncias, a capacidade máxima de produção não é sempre atingida, trabalhando as empresas, nesse caso, com capacidade ociosa.

A preocupação fundamental da empresa é aumentar ao máximo a capacidade de produção, aumentando assim o domínio do mercado, e , se possível, o lucro, o que em última análise resulta no benefício de todos os elementos que participam da produção.
De forma genérica, uma análise de equilíbrio tem a seguinte representação gráfica:
Vamos tomar um caso específico em que a produção máxima, equivalente a 100% da capacidade, se dá a uma produção de 100.000 unidades.
Imaginemos que, em virtude das vendas, haja uma produção normal de apenas 60% da produção máxima, ou seja, 60.000 unidades.
Seja a seguinte representação gráfica da análise de equilíbrio:
inserir gráfico:
Pelo gráfico acima, concluímos o seguinte: a uma produção de 60.000 unidades há um custo fixo de $60 milhões, um custo total de $150 milhões e uma receita de $252 milhões.
O lucro z será:
z=252.000 - 150.000 = 102.000
Se não houvesse ociosidade de 40% da produção, haveria uma produção de 100.000 unidades, um custo total de R$250 milhões e uma receita de $420 milhões, embora o custo fixo permanecesse o mesmo de $60 milhões.
Teríamos então um lucro z' de:
z': 420.000 - 250.000 = 170.000
Na produção de 60%
custo total/unidade= 150.000/60.000=2.500
custo variável/unidade=(150.000 - 60.000)/60.000=1.500/unidade
Receita/unidade=252.000/60.000=4.200
Na produção de 100%
custo total/unidade= 250.000/100.000 = 2.500
receita/unidade=420.000/100.000 = 4.200
concluímos daí que, se a produção aumentasse de 60 para 100 mil unidades, o lucro aumentaria de 102 para 170 milhões, isto é 68 milhões.
Entretanto, o aumento da produção não depende apenas da vontade, mas também da qualidade do produto, da necessidade do produto, da promoção, dos preços dos concorrentes, e de inúmeros outros fatores comerciais.
Referência:
Hirschfeld, Henrique (1998, p. 288)
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