O estudo das funções do administrador, que também poderia ser chamado de abordagem dos papéis, foi predominantemente desenvolvido pelos autores “clássicos”, notadamente Fayol e seus seguidores, dentre os quais se destacam, inicialmente, Koontz & O’Donnel, Newman, Jucius & Schlender e Dale. Além desses, poderíamos incluir alguns autores que adotaram abordagens semelhantes, como Barnard e Drucker. Nesse grupo também poderia ser incluído Henry Mintzberg (1973), apesar das críticas que faz aos clássicos e da tentativa de diferenciar sua própria abordagem.
A abordagem clássica das funções do administrador tem relevância e ampla aplicação decorrem da inserção natural na vida e nos fenômenos humanos que ocorrem ao longo do tempo. O planejamento antecede a ação, que, após avaliada, evidencia correções na execução e no próprio planejamento, úteis a um novo ciclo, que se inicia com o replanejamento (PDCA). Pela ótica da aprendizagem, reflexão--ação-reflexão se encadeiam num processo permanente e inexorável. A visão clássica é, ainda hoje, a mais útil para designar o que deve fazer um administrador.
A VISÃO CLÁSSICA DAS FUNÇÕES DO ADMINISTRADOR
Em sua abordagem pioneira, Fayol (2007) define que “administrar é prever, organizar, comandar, coordenar e controlar”, assim conceituando essas funções:
• organizar uma empresa é dotá-la de tudo que é útil ao seu funcionamento: matérias--primas, utensílios, capitais e pessoal, constituindo um duplo organismo material e social;
• comandar é dirigir o pessoal;
• coordenar é ligar, unir e harmonizar todos os atos e esforços;
• controlar é velar para que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas”.
Kast e Rosenzweig (1970) classificam o processo administrativo em planejamento, organização, obtenção de recursos, motivação e controle. Além disso, consideram a administração um dos cinco subsistemas da organização (sendo os demais: metas e valores, psicológicos, estrutura e psicossocial) e que tem por incumbência principal integrar os demais.
Para Drucker, as tarefas do administrador são:
• Cumprir a finalidade e missão específica das instituições em que trabalha;
• Tornar o trabalho produtivo e o trabalhador realizado;
• Administrar impactos e responsabilidades sociais. Essa classificação também não pode ser considerada melhor que as anteriores, apesar de identificar mais claramente alguns dos propósitos da administração.
OS PAPÉIS DO ADMINISTRADOR SEGUNDO MINTZBERG
Mintzberg, importante autor que procurou contornar as dificuldades e imprecisões ligadas à classificação das atividades do administrador na visão clássica. Mintzberg em seu livro The Nature of Managerial Work (1973:p. 55), mostra sua visão a respeito dos papéis administrativos, identificando 10 papéis administrativos, lembrando que sua classificação é uma dentre as possíveis.
“O delineamento de papéis é essencialmente um processo de categorização, e parte de uma partição arbitrária das atividades administrativas em grupos afins. Em última análise, o resultado deve ser analisado em termos de sua utilidade.”
De acordo com Mintzberg (1973, p.56):
“A posição do administrador fornece o ponto de partida para essa análise. O administrador costuma ser definido como pessoa formalmente responsável por uma unidade organizacional. Essa autoridade formal leva a uma situação de status essencial na organização. E da autoridade formal e do status decorrem os três papéis interpessoais. O primeiro e mais simples é o papel de ‘imagem do chefe’. O administrador tem o
dever de representar sua organização em todos os assuntos formais. O status permite ao administrador desempenhar também o papel de ‘contato’, no qual ele interage com pares e com outras pessoas externas à sua organização para obter favores e informações. O terceiro papel interpessoal, o de ‘líder’, define o relacionamento do administrador com seus subordinados – motivando, recrutando, e assim por diante.”
Funções administrativas


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