A análise monetária é geralmente dividida
em diferentes etapas, que são as seguintes:
1. A definição e descrição técnica das diversas
opções do projeto. Recomenda-se que sejam anexados aos estudos de viabilidade toda informação relevante que permita formular o contexto técnico e
socioeconômico do projeto.
2. A avaliação dos impactos ambientais e os
prejuízos para o ecossistema e para a saúde humana associada aos diferentes cenários disponíveis. No caso de projetos de grande, por exemplo a construção de uma hidroelétrica, é normalmente exigida
uma análise de impacto ambiental que
contenha informações suficientes sobre os
impactos locais mais significativos, tais como no ar,
na água, na qualidade do solo, nos serviços públicos básicos.
3. A descrição de efeitos externos e de agentes
econômicos afetados direta ou indiretamente
pelos impactos ambientais do
projeto. Trata-se de descrever com maior
precisão a relação entre o fornecimento de
serviços ambientais pelos ecossistemas e os benefícios sociais decorrentes do seu
consumo.
4. A escolha de um método de avaliação e de
validação do valor monetário calculado.
O método de avaliação mais satisfatório
será escolhido em função do tipo de projeto,
dos bens e serviços ambientais e do
contexto geral socioeconômico e político.
No quadro de um processo de avaliação
ideal, os interessados devem validar os
valores calculados, para garantir um consenso
sobre a metodologia selecionada.
5. A escolha de uma taxa de atualização(desconto) e a
estimativa dos benefícios ambientais
líquidos do projeto. Em qualquer caso,
quando se produzem impactos ambientais
significativos, deve ser escolhida uma
taxa de atualização pouco elevada (cerca
de 3 a 5%), a fim de incluir determinados
princípios éticos, como o princípio da
precaução.
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