Em breve, daremos início a um estudo farmacoeconômico para avaliar dois protocolos de tratamento do câncer colorretal metastático, a saber: mFOLFOX 6 e XELOX. Este é um estudo acadêmico e não está sujeito às habituais cláusulas de confidencialidade, que nos impedem de divulgar a maioria dos trabalhos que realizamos. No entanto, para evitar transtornos e salvaguardar a nossa pesquisa, desde já informamos que os resultados desse estudo serão divulgados, através da defesa pública da dissertação de minha orientanda Sara B., em Maio de 2017.
No entanto, nestes próximos meses faremos alguns posts sobre avaliação econômica de medicamentos para tratamento do câncer. Apesar de minha experiência na avaliação de medicamentos para tratamento de vários tipos de câncer, ainda considero desafiador realizar este tipo de trabalho, pois há muitos tipos de desfechos diferentes e também porque, muitas vezes, os tratamento são apenas paliativos, e que oferecem poucos meses adicionais na expectativa de vida dos pacientes. Além disto, os pacientes são tratados com protocolos quimioterápicos, os quais envolvem a utilização simultânea de vários medicamentos. Assim, a busca de evidências de efetividade em estudos head-to-head é mais complexa e demorada.
Historicamente os medicamentos oncológicos desfrutam de um status especial, que faz com que o tempo gasto em ensaios clínicos, aprovação regulatória, de comercialização, e de incorporação possam ser mais curtos. Além disto, o número de pacientes envolvidos nos ensaios clínicos tende a ser menor.
Apesar do aumento da inovação terapêutica e o atual desenvolvimento de ensaios clínicos para cerca de 800 novas drogas oncológicas, ainda não muitas necessidades não-atendidas em oncologia, por exemplo a falta de tratamento para câncer de mama triplo negativo.
Apesar do aumento da inovação terapêutica e o atual desenvolvimento de ensaios clínicos para cerca de 800 novas drogas oncológicas, ainda não muitas necessidades não-atendidas em oncologia, por exemplo a falta de tratamento para câncer de mama triplo negativo.
Na condução de estudos farmacoeconômicos na área de oncologia é necessário levar em consideração que o tratamento do câncer é complexo e envolve muitos fatores, tais como:
- screening e seleção adequada de pacientes para o tratamento;
- escolha e combinação de drogas baseadas no mecanismo de ação compatível com a etiologia molecular do tumor;
- seleção de tratamentos que otimizam resultados de longo prazo e futuros tratamentos, tais como cirurgias e radioterapia;
- segurança e efetividade do tratamento;
- os custos envolvidos, a forma de financiamento do tratamento;
- aderência ao tratamento;
- efeitos adversos, tais como toxicidade;
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