terça-feira, 30 de agosto de 2016

Palestra - Farmacoeconomia: da teoria à prática

Como atividade complementar, o II Encontro Gaúcho de Economia da Saúde oferece a palestra "Farmacoeconomia: da teoria à prática". O evento ocorrerá no dia 06 de setembro de 2016, das 14:00 às 17:00, na Escola de Gestão e Negócios da UNISINOS, em São Leopoldo. O evento é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Economia da UNISINOS.
O evento é destinado a pesquisadores atuantes na área de economia da saúde; estudantes de economia, farmácia, saúde coletiva, e medicina; profissionais atuantes na área de saúde.
No evento serão discutidas as seguintes temáticas: • Mercado de trabalho em farmacoeconomia • Técnicas de avaliação econômica de medicamentos • Farmacoeconomia: dos ensaios clínicos até a incorporação dos medicamentos nos sistemas de saúde. • Regulação econômica de medicamentos 
A palestrante, Profa. Dra. Marcia Regina Godoy, há 10 anos, é consultora em farmacoeconomia, faz avaliação econômica de medicamentos desde a fase de ensaio clínico até o lançamento, e presta serviços para empresas de 6 países.
Veja mais em 
http://www.unisinos.br/eventos/workshop-farmacoeconomia-da-teoria-a-pratica-ex122666-00001

Link de inscrições para II Encontro Gaúcho de Economia da Saúde
http://www.unisinos.br/eventos/ii-encontro-gaucho-de-economia-da-saude-ex122538-00001

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Effects of physical activity on earnings in the Brazilian labor market

Our article investigates the effects of physical activity on earnings in the Brazilian labor market, analyzing workers aged between 30 and 50 years. To that end, quantile regression was applied to analyze microdata from the 2008 National Household Sample Survey (PNAD). The results showed that workers who engage in regular physical exercise exhibit better social and economic conditions compared to sedentary individuals. Sedentary lifestyles are typically more common among female employees than their male counterparts and this is reflected in earnings in the labor market. The impact of physical activity on wages varied from 15.0 to 31.0% and was greater among the highest quantiles. The lowest salaries were recorded among non-white sedentary women.



Table 6.
Average salary among women according to schooling (in USD PPP).
Years of schoolingActive

Sedentary

WhiteNon-whiteWhiteNon-white
Uneducated and less that 1year of schooling609.47300.36276.04221.53
1–3 years317.92300.90283.69233.51
4–7 years407.05522.02345.59514.97
8–10 years858.03355.51354.80354.80
11–14 years858.03631.39691.23510.64
Over 15 years2145.191833.561673.831355.78
Source: IBGE—PNAD Microdata/2008.

Available: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1517758016300820

No artigo há muitas tabelas e resultados econométricos que mostram que os indivíduos ativos ganham mais do que os sedentários. Informo que testamos muitos modelos e métodos de estimação e todos eles apresentaram resultados similares. Então, recomendamos aos sedentários a prática regular de atividade desportiva como forma de melhorar sua saúde, aumentar a sua disposição geral, e ainda  obter ganhos salariais importantes. 



40 países....

Apesar de ser deste blog ser simples e com poucas postagens, internautas de ll  países o visitam. Os países com maior número de acessos são: Brasil, Rússia, Estados Unidos, França, Portugal, e Alemanha.

Origem dos acessos:
Angola
Argentina
Australia
Belaruz
Belgica
Brazil
Cingapura
China
Denmark
Egito
France
Filipinas
Germany
Greece
India
Hong Kong
Jordan
Quenia
Lithuania
Malaysia
Morocco
Maurice
Mexico
Myanmar
Netherlands
Portugal
Romenia
Russia
Spain
South Africa
South Korea
Taiwan
UK
Ukraine
USA
United Arab Emirates


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

cine saúde: filmes sobre saúde

1. Filadélfia(1993, Jonathan Demme) : conta a história do advogado Andrew Beckett (Tom Hanks), que é homossexual é  HIV+. Quando ele não consegue mais esconder a doença de seus colegas de trabalho, é demitido. Daí, entra com um processo contra sua empresa e conta com a ajuda de Joe Miller (Denzel Washington), um advogado homofóbico.

2. Para sempre Alice - (2015, Richard Glatzer e Wash Westmoreland):  filme é baseado num livro de mesmo nome, escrito por Lisa Genova. Estrelado por Juliane Moore, aborda a doença de Alzheimer de início precoce e todos os desafios de conviver com os primeiros sinais da perda de memória.
3. O escafandro e a borboleta - (2007, Julian Schnabel): Jean-Dominique Bauby (Matthieu Amalric), um jornalista bem-sucedido da revista ELLE, sofre um acidente vascular cerebral aos 43 anos. Após o derrame, desenvolve uma síndrome rara, em que seu corpo fica totalmente paralisado — ele só é capaz de mexer o olho esquerdo
4. Adam - (2009, Max Mayer): o personagem principal da história, que dá nome ao filme, tem Síndrome de Asperger, uma condição do espectro autista em que há dificuldade de se relacionar com outras pessoas. As coisas começam a mudar quando ele conhece Beth (Rose Byrne), sua nova vizinha.
5. Um método perigoso (2012, David Cronenberg): uma co-produção de Canadá, Reino Unido e Alemanha, retrata um encontro real que aconteceu em 1907 entre dois dos maiores expoentes da psiquiatria: Sigmund Freud (Viggo Mortensen) e Carl Jung (Michael Fassbender). 
6. Quase Deuses: Logo após a grande depressão nos Estados Unidos, um médico pesquisador descobre um talento subaproveitado no seu técnico de laboratório. Os dois se unem para revolucionar a medicina da época ao inovar as técnicas de cirurgia cardíaca.
 7. Patch Adams — O Amor é Contagioso: Esse filme é clássico na área médica, mas não podia faltar nessa lista. A obra retrata a da trajetória de Hunter Adams, médico com métodos pouco convencionais no tratamento com pacientes.  Hoje o personagem inspira outros profissionais que acreditam no humor e na alegria para a aliviar a tensão dentro de hospitais.
8. Mãos talentosas — A História de Ben Carlson: O filme retrata a história real de um neurocirurgião de fama internacional, que entrou para a história ao propor um novo método na cirurgia de separação de gêmeos siameses. O protagonista consegue se tornar referência em sua área mesmo enfrentando as dificuldades e preconceitos por ser negro.
9. Mar Adentro: O filme discute um tema delicado e polêmico, que envolve diretamente os profissionais de saúde: a eutanásia. A obra conta a história real de Ramón Sampedro, que após um acidente ficou tetraplégico, passou 28 anos preso a uma cama e decide lutar na justiça pelo direito de decidir pôr fim à própria vida.
10. O Óleo de Lorenzo. O filme retrata os avanços na busca pelo tratamento da adrenoleucodistrofia, grave doença degenerativa. Mesmo diante do pessimismo dos médicos, os pais de Lorenzo, um menino acometido pela doença, resolvem buscar o melhor para sua saúde.
11. Kinsey — Vamos Falar de Sexo. O filme se passa em 1948, uma época em que falar sobre sexualidade era um constrangimento social. Nesse contexto, o Dr. Kinsey resolve abordar diretamente o tema em suas pesquisas e lança um livro com os dados dessas investigações, o que provoca vários debates e polêmicas.
12. Tempo de despertar (1991, Penny Marshall): O neurologista Malcolm Sayer (Robin Willians) começa a administrar uma droga utilizada para o tratamento de Parkinson em indivíduos com encefalite letárgica, doença em que todos ficam imóveis e letárgicos por anos a fio. Leonard Lowe (Robert de Niro) é o primeiro paciente a ser testado, com ótimos resultados. Mas logo em seguida ele começa a apresentar estranhos efeitos colaterais.

13. Fiel Jardineiro (2005) - Justin, um diplomata britânica, descobre-se  que sua esposa estava envolvida numa investigação sigilosa sobre uma conspiração internacional envolvendo governos e multinacionais do setor farmacêutico  e testes de medicamentos em seres humanos. Segundo a investigação, sob o pretexto de ajudar a prevenir a disseminação da AIDS e distribuir gratuitamente medicamentos para seu tratamento no Quênia, uma grande empresa testava um novo medicamento contra a  tuberculose  e ocultando, pela manipulação dos testes, seus severos efeitos colaterais.


14 - S.O.S Saúde - Sicko - recomendo que você assista 20 minutos por dia porque o documentário é muito longo e um pouco maçante. Michael Moore, apresenta vários sistemas de saúde: Estados Unidos, Canadá, França, Cuba, Inglaterra. É bom para entender o sistema de saúde americano e a necessidade do Obamacare. Aspirantes a carreira de farmacoeconomistas podem notar como são diferentes os componentes de custos em avaliações econômicas em saúde.

15 - Amor e outras drogas ---a história de amor entre um propagandista Don Juan dos Remédios e uma doente do mal de Parkinson serve de pano de fundo para mostrar o lançamento do Viagra. 

 16 - Clube de Compras de Dallas - excelente filme, ganhou 3 óscares. história triste. O roteiro é baseado na vida de Ron Woodroof, um eletricista heterossexual de Dallas que foi diagnosticado com AIDS em 1985, durante uma das épocas mais obscuras da doença. Ron cria um clube de compras de medicamentos para soropositivos.

17 - Uma chance para Viver - filme baseado em fatos reais. Os alunos podem compreender melhor as fases de desenvolvimento de medicamentos... Gosto do filme porque participei da avaliação do Herceptin  no Ministério da Saúde. Filme também é bom para pensar sobre uso compassivo e busca por novas alternativas de tratamento em situações de ausência opção terapêutica. Entretanto, o filme toca-me por abordar o tratamento do câncer de mama, pois, infelizmente, há poucos meses perdi minha mãe em virtude de um câncer de mama triplo negativo. Ás pessoas mais sensíveis, recomendo que tenham consigo uma caixa de lenços porque há algumas cenas tristes no filme.

18 - O Físico - história de um médico medieval...

Caso você tenha alguma dica de filmes para economistas da saúde e farmacoeconomistas, deixe seu recado logo abaixo.




Para filmes para farmacoeconomistas clique aqui

Pfizer compra Medivation

http://economia.uol.com.br/noticias/efe/2016/08/22/pfizer-compra-medivation-por-cerca-de-us-14-bilhoes.htm

Programação do II Encontro Gaúcho de Economia da Saúde

II ENCONTRO GAÚCHO DE ECONOMIA DA SAÚDE
SÃO LEOPOLDO, 08 E 09 DE SETEMBRO DE 2016


PROGRAMAÇÃO

Dia 08 de setembro de 2016

9:00 -  Credenciamento
9:30  - 10:00 -  Cerimônia de Abertura

10:00 às 10:45 -  Gestão de Operações em Hospitais e as Contribuições da metodologia Lean Health Care na gestão em saúde.
Palestrante convidado: Prof. Dr. Rodrigo Leis Pinto – UNISINOS e PRODUTARE
Mediadora: Profa. Dra. Márcia Regina Godoy - UNISINOS

10:45 às 11:00  Intervalo

11:00 às 12:00- Apresentação de trabalhos
Análise da influência interação organizacional nos processos organizacionais
Sérgio Almeida Migowski
Iuri Gavronski
Cláudia de Souza Libânio
Eliana Rustick Migowski
Francisco Dias Duarte
I. F. do Rio Grande do Sul (IFRS)
UNISINOS
UFCSPA
FADERGS
Faculdade Saint Pastous
Gestão de Estoque de medicamentos utilizando classificação ABC em um hospital público
Eliziane Ferranti
Hospital de Clinicas de Porto Alegre
Gestão da Física Médica no Brasil

Laura Larré Godolfim
Georgia Furquim Bastos
Cláudia de Souza Libânio
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)

Mediadora: Profa. Dra.  Claudia Stadtlober – Coordenadora da Graduação em  Administração/UNISINOS.

12:00 às 14:00 -  Almoço

14:00  às 14:45 –  Regulação Econômica do Mercado de Medicamentos no Brasil
Palestrante convidado: Dr. Leandro Safetle – Secretário-Executivo, da Secretaria Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), ANVISA.

Mediadora: Profa. Dra. Marcia Regina Godoy – PPG Economia - UNISINOS

14:45 às 15:30 - Oportunidades e Desafios do Setor de Saúde Suplementar no Brasil
Palestrante convidada: Natália Caio Lara. Economista pela PUC-SP. Possui mestrado em Economia Política, Gestão de Políticas Públicas, Saúde, Estado pela PUC-SP. Pesquisadora do IESS (Instituto de Estudos da Saúde Suplementar).

Mediadora: Profa. Dra. Marcia Regina Godoy – PPG Economia - UNISINOS


15:30 às 15:45 – Intervalo


15:45  às 17:00 - Apresentação de trabalhos
Análise epidemiológica de pacientes submetidos à prótese de quadril – avaliação do banco de dados de uma operadora de saúde do estado do Paraná
Débora Soares de Oliveira
Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
Perspective of value-based management of spinal disorders in Brazil
Alisson R. Teles
Orlando Righesso
Maria Carolina R. Gullo
Zoher Ghogawala


Asdrubal Falavigna
Universidade de Caxias do Sul
Universidade de Caxias do Sul
Universidade de Caxias do Sul
Tufts University School of Medicine, Boston, Massachusets – US
Universidade de Caxias do Sul
Incidência de Dengue no Rio Grande do Sul: uma análise econométrica espacial
Gabriela Bassani Fahl
Willian Boschetti Adamczyk
Universidade Federal de Goiás
PUC-RS

Mediador: Prof. Dr. Giacomo Balbinotto Neto – UFRGS - Godoy – PPG Economia - UFRGS

PROGRAMAÇÃO SOCIAL:
20:00 – Jantar por adesão no Churrascaria Schneider – São Leopoldo.





Dia 09 de setembro de 2016.

9:00 às 10:00 - Apresentação de trabalhos
Relação entre Saneamento Básico e Mortalidade Infantil: um estudo para os estados brasileiros.
Leir Novaes Silva
Fernando Henrique Taques
Rafael Gomes Duarte
Faculdades Metropolitanas Unidas
SENAC-SP
Universidade de São Paulo
Redução da Mortalidade infantil na Região Sul do Brasil nos anos de 2000-2010
Lúbia Tamires Rintzel
Rafael Spolavori
Simone Cavassola
UNISINOS

Mediador: Prof. Dr. Paulo Andrade Jacinto – PPG Economia - PUCRS

10:00 às 10:15 Intervalo

10:15 Apresentação de trabalhos
Eficiência nos gastos públicos municipais em saúde: uma análise utilizando o método DEA em dois estágios
Gustavo Saraiva Frio
Lívia Madeira Triaca
Adelar Fochezatto
PUC-RS
Estilo de vida e saúde autoavaliada: uma análise dos dados da PNS/2013
Lívia Madeira Triaca
Marco Tulio Aniceto Franca
Cesar Augusto O. Tejada 

PUCRS
PUCRS
UFPEL
O Papel do Enfermeiro Auditor na Especialidade de Oncologia no Brasil
Fabiana Gonçalves de Aguiar
IPOG - SC ; Instituto de Pós-graduação Hospital AC Camargo SP; Qualirede - SC.
Mediadora: Profa. Dra. Luciana de Andrade Costa – PPGE/UNISINOS.

11:15  às 12:15  Simpósio-Satélite da Pfizer: Panorama do Uso de Imunobiológicos e Impacto na Economia da Saúde
Mediadora: Profa. Dra. Marcia Regina Godoy - PPGE/UNISINOS

Palestrante convidada: Profa. Cristina Ferreira - Farmacêutica Bioquímica. Mestranda em Economia da Saúde (FMUSP). Pós-Graduada em Avaliações Econômica e interpretação de modelos (IECS), Marketing Farmacêutico (FOC), MBA Gestão de Projeto (FGV). Formação em Farmacoeconomia no Arizona College of Pharmacy, e curso em economia da saúde pela Universidade de York. Experiência de 17 anos na área da saúde, atualmente é  gerente de Farmacoeconomia e Preços da Pfizer , membro do comitê  ISPOR Latin America Consortium Health Technology Producers e ministra aulas de Modelagens Farmacoeconômicas para Pós-graduação da Faculdade Oswaldo Cruz em São Paulo.

12:15 às 14:00 - Almoço

14:10 às 15:00 - A Indústria Farmacêutica no Brasil e o desenvolvimento de biossimilares
Palestrante convidada: Profa. Dra. Lia Hasenclever - UFRJ
Mediadora:: Profa. Dra. Marcia Regina Godoy - UNISINOS

15:00 às 15:15 Intervalo

15:15 às 16:30  -  Sessão temática: Farmacoeconomia aplicada à oncologia

- Custo-efetividade do Trastuzumabe no tratamento do câncer de mama metastático
Palestrante convidado: Prof. Dr. Cid Manso Melo Viana – UFRJ

- Custos em oncologia e a importância de estudos farmacoeconômicos 
Palestrante convidado: Prof. Dr. José Luis Pedrini –Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia

Mediadora: Profa. Dra. Marcia Regina Godoy - UNISINOS


16:30 às 17:00 –  Solenidade de Premiação e Encerramento


PROGRAMAÇÃO SOCIAL:
20:00 – Jantar por adesão no restaurante Zimbabwe – centro – São Leopoldo.



PALESTRANTES CONVIDADOS:

Prof. Dr. Cid Manso Melo Viana - Graduado em Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1975), tem mestrado e doutorado em Economia (1994) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente, ele é professor associado do Instituto de Medicina Social (IMS) da UFRJ. A sua área principal de pesquisa é a de desenvolvimento de Modelos Matemáticos e Estatísticos Aplicados a Saúde, atuando nos seguintes temas: avaliação econômica e tecnológica em saúde, modelos de decisão, otimização de sistemas de filas, planejamento e alocação de recursos humanos em saúde. Com 20 anos de atuação na área de avaliação econômica em saúde, o prof. Dr. Cid Manso, é consultor do Ministério da Saúde (MS), e elaborou a Diretriz Metodológica de Avaliação Econômica de Tecnologias em Saúde, utilizada no SUS. Ele apresentará os resultados de um estudo de custo-efetividade de um tratamento de câncer de mama metastático.

Prof. Dr. José Luiz Pedrini. Médico mastologista. Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia. Chefe do Centro de Pesquisas Médicas Clínicas Internacionais - CPMEC. Ele tem vasta experiência na condução de ensaios clínicos. Dada à relevância de seu trabalho, a sua produção intelectual é citada por mais de 1.900 autores. Dr. Pedrini discutirá sobre os custos em oncologia e a importância da realização de estudos farmacoeconômicos nesta área.

Leandro SafetleSecretário-Executivo, da Secretaria Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à ANVISA. Possui experiência na regulação do mercado de medicamentos. Ele discutirá sobre a regulação econômica de medicamentos no Brasil.

Profa. Dra. Lia Hasenclever - Doutora em Economia. Ela atua no PPG em Economia Industrial da UFRJ. É autora dos livros: Economia Industrial - Fundamentos Teóricos e Práticos no Brasil e Economia Industrial das Empresas Farmacêuticas. Tem vasta produção intelectual na área de economia da saúde. Ela apresentará a atual configuração da indústria farmacêutica e o mercado de biossimilares no Brasil.

Msc. Marcos Paulo Novais Silva. Possui graduação e mestrado em economia pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Atualmente, ele é economista da ABRAMGE (Associação Brasileira de Planos de Saúde).  Ex-pesquisador do IESS (Instituto de Estudos da Saúde Suplementar). Trabalhou na ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados). No evento, ele apresentará as oportunidades e desafios enfrentados pelo setor de saúde suplementar em saúde no Brasil.

Prof. Dr. Rodrigo Pinto Leis. Pós-Doutor em Inovação de Sistemas Hospitalares pela Unisinos. Doutor em Administração no PPGA/UFRGS. Mestre em Administração pelo PPGA/UNISINOS e graduado em Administração pela IESJT. Atualmente, ele atua como docente em cursos de especialização na Unisinos, e é professor-visitante da Euromed Marseille École de Management – França. Além disto, ele é sócio da Produtare. Ele discutirá sobre a gestão de operações em hospitais e as contribuições das técnicas de Lean Health Care na gestão em saúde.


Realização:






Apoio:



Patrocinadores:


terça-feira, 16 de agosto de 2016

consumo de complexos vitamínicos no Brasil

Assim como a ausência de vitaminas, o consumo em excesso delas pode acarretar problemas ao organismo. Apesar de qualquer pessoa comprar vitaminas sem a necessidade de prescrição médica,   recomendamos que o uso de complexos vitamínicos seja orientado por um médico ou nutricionista. 

Em um post anterior comentei brevemente sobre o cartel das vitaminas e que a descoberta do uso das vitaminas tem cerca de 100 anos. Nesse post comentarei sobre o mercado de vitaminas.

Quase um século depois da descoberta que a deficiência de vitaminas causa doença, segue firme o uso de vitaminas isoladas ou multi-vitamínicos, bem como a sua adição em alimentos industrializados.  Entretanto, ainda não há consenso em torno do uso de uso de multivitamínicos. Grodstein e colegas (2013) mostraram que o uso de multi-vitamínicos não melhora a capacidade cognitiva dos homens.  Contudo, Gaziano e colegas (2012) publicaram no JAMA um estudo que mostra que os multivitamínicos podem reduzir a ocorrência de câncer.  Apesar das divergências em torno de seu uso, o segmento das de vitaminas constitui um importante setor do mercado farmacêutico.

No Brasil o consumo de vitaminas ainda é baixo, em relação aos EUA, porque os preços são elevados. Enquanto, nos EUA, na rede Walgreens, por 20 dólares,  é possível adquirir 200 comprimidos de Centrum Silver; no Brasil, 30 comprimidos do mesmo produto custam cerca de R$70,00. Assim, o mercado brasileiro de vitaminas é muito menor do que o americano.

 Em 2015, no Brasil, o mercado de vitaminas movimentou R$ 2,08 bilhões, valor muito inferior ao do mercado americano onde as vendas desse segmento alcançaram a cifra de US$10,4 bilhões. O mercado das vitaminas é altamente concentrado. Em 2015,  duas companhias, Pfizer e Bayer, detinham 64,7% do mercado de complexos vitamínicos no Brasil.

O quadro abaixo apresenta o market share dos multivitamínicos comercializados no Brasil:

Quadro 1: Market Share dos Multivitamínicos comercializados no Brasil - 2010 a 2015.
Marca
Fabricante
2010
2011
2012
2013
2014
2015
Centrum
Pfizer Inc
20,9
22,7
23,4
24,1
24,8
27,7
Natele
Bayer AG
10,2
2011
2012
2013
12,9
12,8
Herbalife
Herbalife Ltd
7,0
10,0
10,8
11,3
11,4
10,6
Stresstabs
Pfizer Inc
7,3
8,0
8,4
8,9
9,0
8,2
Accuvit
Aché Laboratórios Farmacêuticos SA
6,3
6,9
7,2
7,5
7,6
6,9
Vitergan
Marjan Indústria e Comércio Ltda
7,8
8,4
8,2
8,3
7,8
6,7
Supradyn
Bayer AG
5,1
5,5
5,9
6,1
6,1
5,8
Materna
Pfizer Inc
4,1
4,5
4,8
5,0
4,9
4,6
Berocca
Bayer AG
3,2
3,4
3,5
3,6
3,5
3,1
Clusivol
Pfizer Inc
3,0
3,2
3,1
3,1
3,0
2,6
Others
Others
25,0
16,3
11,8
8,9
9,2
10,9
Total
Total
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
 Fonte: Euromonitor


Ressalta-se que no quadro 1 não estão apresentados os produtos combinados com ingredientes herbais, como o Gerovitan, campeão de vendas no Brasil. 

Em 2015, o produto que com maior market share é o Centrum. Nota-se também que a sua fatia de mercado vem aumentando gradualmente, graças a intensificação dos investimentos em mídia.  Para aumentar a sua participação no mercado, desde 2010, o fabricante da marca tem  ampliado a linha Centrum, através do lançamento de novas formulações, visando atender as necessidades de ingestão diária de vitaminas e minerais que variam de acordo com a idade, e sexo. Em 2010, foi lançado o Centrum Select para pessoas acima de 50 anos.  Em 2012, a companhia ampliou a linha lançando o Centrum Control.  No ano seguinte lançou o Centrum Homem e Mulher.  Para completar a linha, mais recentemente foi lançada uma versão com ômega 3. No mercado americano, que responde por 50% das vendas do produto, existem 16 versões desse multivitamínico. Este grande esforço de marketing direcionado a linha Centrum, polivitaminico mais vendido no mundo, deve-se ao fato que 45% da receita da Pfizer origina-se com as vendas do Advil e Centrum (Euromonitor, 2016).


Vale lembrar que os polivitamínicos não substitue,  uma alimentação saudável e o sol.