A eletricidade está presente em quase todos os momentos de nossa vida. A
eletricidade existe praticamente em tudo: nos corpos dos seres vivos, coordenando os
batimentos cardíacos, gerando as contrações musculares ou efetuando as comunicações
entre bilhões de neurônios do cérebro. A eletricidade está presente desde os nossos
cabelos, quando os penteamos e os tornamos eletrizados, até nas nuvens, gerando os
magníficos e perigosos raios.
Já perdi as contas de quantas vezes encostei em alguém, em uma torneira, chuveiro ou abriu a porta de um carro e tomei um choque. Acho que já aconteceu algo semelhante com você, meu leitor. Isso acontece quando a carga estática de uma pessoa está diferente de outra ou do que ela toca, ou seja, um está mais "carregado". Nessa situação, o contato resulta em uma troca de cargas elétricas. Os "choques" no carro tendem a ocorrer mais nos dias secos de inverno.
A palavra eletricidade tem origem no termo grego eléktron, que, em português,
significa âmbar. O nome está ligado às primeiras observações e estudos sobre os fenômenos
elétricos realizados por Tales de Mileto, por volta de 600 a.C.. Ele descobriu por um acaso que uma pedra de âmbar que provavelmente ele guardou no bolso de sua vestimenta, feita da pele de algum animal, estava curiosamente atraindo pequenos fiapos de lã e pequenos grãos. Algo similar acontece quando esfregamos uma caneta em nosso couro cabeludo e depois essa atrai pedaços de papel. Experiência
Apesar das descobertas na área terem se iniciado na Grécia Antiga, o grande marco dos
estudos na área foi a descoberta do elétron, que só ocorreu no século XIX, em 30 de abril
de 1905, no Laboratório Cavendish da Universidade de Cambridge (Inglaterra), feita por Joseph.John Thompson., prêmio Nobel de Física, em 1906. As experiências de Thomson podem ser consideradas o início do
entendimento do elétron. Suas experiências com o tubo de raios catódicos permitiram
concluir irrefutavelmente a existência dos elétrons. Os elétrons são as partículas
elementares da eletricidade, pois é o movimento dos elétrons livres que produz a corrente elétrica.
Atualmente, sabemos que os átomos são constituídos por várias partículas
subatômicas ou partículas fundamentais: elétron, próton, nêutron, elétron positivo ou
pósitron, neutrino, fóton, méson leve positivo, méson leve negativo, méson pesado
positivo, méson pesado negativo, méson pesado neutro, e mais várias outras partículas
cujas propriedades são ainda mal conhecidas e pertencem à família dos mésons. Entretanto, as três primeiras são as mais importantes e geralmente as estudamos no ensino médio.
O átomo mais simples que conhecemos é o átomo de hidrogênio, que contém 1 (um)
próton no seu núcleo em equilíbrio com 1 (um) elétron que gira em torno do núcleo. O hidrogênio é o elemento mais abundante do universo.
Um dos materiais condutores mais utilizados em eletricidade é o cobre. No átomo de
cobre, há 29 prótons no núcleo contrabalanceados pelos 29 elétrons orbitais.
Existem basicamente três processos de eletrização:
● Eletrização por atrito: A eletrização por atrito envolve o
fornecimento de energia para dois corpos por meio da fricção entre eles
● Eletrização por contato: A eletrização por contato envolve dois
corpos condutores, e pelo menos um deles deve estar eletricamente carregado
● Eletrização por indução: A eletrização por indução eletrostática ocorre pela aproximação relativa (sem contato)
entre um corpo eletricamente carregado, chamado de indutor, e um corpo condutor,
chamado de induzido.